É. É isso. Voltei. E tá sendo legal. Eu vivi por 8 meses sem saber bem pelo que, sem ao menos ver um motivo, ou melhor, sobrevivi. Viver em marasmo não é vida, é estar vivo. Hoje é diferente, hoje eu vejo pelo menos 3 motivos para estar vivo. Para seguir em frente. Eu não sei se foi de uma hora pra outra ou se isso já era um desejo meu, eu sentia e falava pra mim que precisava reagir. Mas to aqui, vivão. E devo muito a você. Eu sinto que a maré virou, acho que muita coisa mudou de tempos pra cá. Acredito que dias melhores estão por vir, e virão, pois depende de nós. Nós somos donos do nosso destino e somos responsáveis por tudo o que cativamos.
É legal ver que depois de tudo ainda há recomeço, ainda há uma faísca, ainda há aquela certeza que fica subentendida, e procurar em outros bares, boates e bebidas, só me levou aonde eu já sabia que era meu lugar. Aprendi a ter calma e o único professor é o tempo. É ele quem ensina a ser paciente, a lidar com as consequências e assumir os riscos. É ele quem nos torna mais forte, mais responsável, é quem nos dá a certeza do que realmente precisamos. É quem nos dá sabedoria, calmaria e paz interior.
Eu to vivendo um momento muito bom da minha vida. Meus amigos e minha família estão mais próximos do que nunca, quem eu gosto tá (quase) do meu lado. Meu trabalho é gratificante. Eu sei que isso é fugaz, é passageiro, mas cheguei num ponto que entendi que a vida não é só felicidade, e quando se aprende isso, também é perceptível que a vida não é só tristeza. Eu to me sentindo vivo, eu tenho pelo o que acordar toda manhã, eu me sinto mais responsável, me sinto melhor comigo mesmo. E você. Bem, você, mais do que nunca, tá perto. Yin e Yang. Talvez seja o mal que existe em mim, ou seja o bem que existe em todo o mal a minha volta, mas tá aqui. Como energias opostas em direções opostas, uma hora se chocam. E quem decide isso? O tempo.
Então é isso, a maior malandragem do mundo é viver, vamos atrás do que sonhamos, vamo fazer o bem pra nós mesmos, vamos fazer o bem pra quem tá do nosso lado, essa é a coisa mais pura. Não importa o que aconteça, quantas vezes eu negar e tentar esconder o coração, eu sempre vou cuidar, de longe, de perto, pra mim o meu cuidar é intransitivo, ele não necessita de complemento. Eu cuido. Meu cuidar é atemporal, ele não acaba, ele não vai virar eu cuidava, ou eu cuidei, sempre será eu cuido. No presente, porque o futuro é incerto. Dentro de nossas limitações, nós moldamos nosso futuro, nossas ações nos dizem quem somos e aonde vamos chegar.
Esse não é um texto de auto-ajuda, desabafo, declaração, nada. É só um texto e cada um que ler vai se sentir especial em especial um certo alguém. É só um texto, superficial. Pois superficial mesmo é achar que a vida é feita só de profundidade. Te cuido, yin.
Sigo procurando quem eu sou, sou o que quero ser
sou ser humano, permita-se ser..
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Inexpressividade.
Acordei as 4:21 da madruga, inventei uma desculpa pro trabalho e pensei em tudo que aconteceu entre nós, lembrava de quando você me dizia palavras que jamais vou escutar em toda minha vida, palavras doces, doces palavras, palavras que tira risos de meus lábios com a maior facilidade, palavras que me fortalecem, também lembrava de seus beijos que eu vivia usando pra esconder da dor, beijos de verdade, beijos que sugam a alma, lembrava de seus abraços silenciosos que me traziam segurança. Eu amava quando te tinha do meu lado e olhava pro lado, e te via sorrindo para mim, uma alegria infinita, porém agora quando eu olho pro lado eu vejo um vácuo, um vazio absoluto, e mais adiante, eu vejo você sorrindo pra outro. Seu amor por mim era passageiro, só precisava de um tempo pra acabar, enquanto o meu era infinito, e agora tenho que enganar meu coração todos os dias dizendo ” Eu não amo ela” . Ao mesmo tempo que eu sou forte, eu sou fraco, ao mesmo tempo que sou alegre, existe uma grande angustia dentro de mim. Ao mesmo tempo que fico feliz por ter essa tal liberdade, eu fico triste por não te ter.
Sad but true.
"A rotina na qual me encontro ainda me fere. Eu sinto as pálpebras pesadas às sete da manhã de uma quinta chuvosa, mas a sua falta ainda dói mais. Acordar com o barulho do despertador faz-me ter esperança de ser uma sms, mas ainda na primeira nota aguda sei distinguir a diferença entre os toques. Cabisbaixo por ambos motivos, acordar já não é vantagem. Eu sinto falta da tua presença rente a minha, das horas jogadas fora por vozes doces em troca de carinhos dispersos. Eu daria uma vida inteira, e mais algumas quebradas por ai pra te ter por perto, diserto tão perto quanto o outono é do inverno. Acordar e ver a rotina mudar, não ver mensagens, e sim sorrisos. Bom dias sussurrados ao pé do cabelo alegando que o dia pode até ser cinza, mas quando acordar ao teu lado, ao sair lá fora eu tenha esperança de ver o sol chegar."
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Um brinde à futilidade.
O mundo tá perdido, isso todos nós sabemos e não é de hoje. Mas eu não falo isso em relação a roubo, corrupção, politica, não é nada disso. O mundo tá perdido e é por nossa culpa. Quando falo isso, eu tenho em mente uma coisa que, pra ser sincero, nem sei se já existe, se tem esse mesmo significado. Eu vejo um monte de pessoa falando que devemos ser responsáveis, e quando eu pergunto o que é responsabilidade, ouço sempre a mesma coisa: "responsabilidade é cumprir horários, metas, estudar, trabalhar." Sim, eu concordo que isso se chama responsabilidade, mas não é dessa que eu falo. Eu to falando da responsa pessoal, aquela que nós devemos a nós mesmos. Eu vejo um monte de gente reclamando que não conseguiu, que não alcançou o objetivo ou que algo não deu certo e a culpa nunca é nossa, é sempre de outra pessoa, tem sempre um motivo, uma desculpa. Tá faltando coragem pra assumir o próprio fardo, chamar pra si e falar "a culpa é minha."
Talvez eu esteja carregando um fardo que não é meu, talvez esteja querendo ser advogado do mundo, ou tentando mudar o mesmo, mesmo que indiretamente. O meu objetivo não é esse e ao menos possuo um. Acho que faço isso tudo pra tentar manter minha consciência limpa, de modo que eu possa dizer "fiz tudo que pude" ao invés de me lamentar por não ter tido exito.
Isso é um pouco do que penso sobre responsa, mas o que escrevo não gira em torno disso, eu escrevo também sobre a futilidade, a necessidade que algumas pessoas tem de se sobre sair, chamar atenção, de faze r as coisas pra denegrir outras pessoas. Pode ser que nem todos pensem igual a mim, mas eu não consigo entender como alguém consegue se sentir bem ao menosprezar outra pessoa. Não entra na minha cabeça, penso que quem vive disso sente falta de si a tal ponto que precisa falar mal pra se sentir melhor, porém se esquecem que o fato de existir realmente alguém pior não faz de você melhor.
Talvez eu esteja sendo um tanto hipócrita, pois o mundo vive a base de julgamento, a chamada "primeira impressão" já é um julgamento, um pré-conceito, porém o julgamento em questão é aquele que é feito apenas pra diminuir, nunca pra somar.
Eu vejo uma certa dependência das pessoas em relação à felicidade, quero dizer que a maioria pensa que só pode ser feliz se tiver outra pessoa junto a ti. Isso se chama carência afetiva, falta de amor próprio. Ninguém tem a obrigação de ficar lado a lado com outra pessoa e ninguém tem o direito de querer isso. Se você depende de outro pra ser feliz, isso quer dizer que você é dependente em tudo na sua vida, e a dependência afetiva é muito pior que a dependência química.
Talvez quem leia isso tudo pense que eu sou só mais um anti-social revoltado com o mundo, mas é bem diferente disso, defendo todos os que amo e que quero por perto a ponto de perder a razão. Pareço um pouco dono da verdade para alguns, reclamão para outros mas a verdade é que só corre do meu lado quem quer estar aqui, e quem quer estar eu faço questão que esteja e saibam que não meço esforços pra ver todos bem. Isso é só um resumo do pensamento livre, da simplicidade. Simplicidade essa que só é obtida por quem é responsável pessoal e socialmente, e pra quem não aguenta segurar a responsa, se prepara que a vida vai dar muita porrada ainda. Sejam o melhor que vocês puderem ser, mas façam isso por vocês mesmos.
Isso não é um brado de revolta contra o destino, mas sim, a afirmação do espirito plenamente resignado diante dos desígnios da vida. Minha consciência é meu guia, jamais me arrepender. Tamo junto.
Talvez eu esteja carregando um fardo que não é meu, talvez esteja querendo ser advogado do mundo, ou tentando mudar o mesmo, mesmo que indiretamente. O meu objetivo não é esse e ao menos possuo um. Acho que faço isso tudo pra tentar manter minha consciência limpa, de modo que eu possa dizer "fiz tudo que pude" ao invés de me lamentar por não ter tido exito.
Isso é um pouco do que penso sobre responsa, mas o que escrevo não gira em torno disso, eu escrevo também sobre a futilidade, a necessidade que algumas pessoas tem de se sobre sair, chamar atenção, de faze r as coisas pra denegrir outras pessoas. Pode ser que nem todos pensem igual a mim, mas eu não consigo entender como alguém consegue se sentir bem ao menosprezar outra pessoa. Não entra na minha cabeça, penso que quem vive disso sente falta de si a tal ponto que precisa falar mal pra se sentir melhor, porém se esquecem que o fato de existir realmente alguém pior não faz de você melhor.
Talvez eu esteja sendo um tanto hipócrita, pois o mundo vive a base de julgamento, a chamada "primeira impressão" já é um julgamento, um pré-conceito, porém o julgamento em questão é aquele que é feito apenas pra diminuir, nunca pra somar.
Eu vejo uma certa dependência das pessoas em relação à felicidade, quero dizer que a maioria pensa que só pode ser feliz se tiver outra pessoa junto a ti. Isso se chama carência afetiva, falta de amor próprio. Ninguém tem a obrigação de ficar lado a lado com outra pessoa e ninguém tem o direito de querer isso. Se você depende de outro pra ser feliz, isso quer dizer que você é dependente em tudo na sua vida, e a dependência afetiva é muito pior que a dependência química.
Talvez quem leia isso tudo pense que eu sou só mais um anti-social revoltado com o mundo, mas é bem diferente disso, defendo todos os que amo e que quero por perto a ponto de perder a razão. Pareço um pouco dono da verdade para alguns, reclamão para outros mas a verdade é que só corre do meu lado quem quer estar aqui, e quem quer estar eu faço questão que esteja e saibam que não meço esforços pra ver todos bem. Isso é só um resumo do pensamento livre, da simplicidade. Simplicidade essa que só é obtida por quem é responsável pessoal e socialmente, e pra quem não aguenta segurar a responsa, se prepara que a vida vai dar muita porrada ainda. Sejam o melhor que vocês puderem ser, mas façam isso por vocês mesmos.
Isso não é um brado de revolta contra o destino, mas sim, a afirmação do espirito plenamente resignado diante dos desígnios da vida. Minha consciência é meu guia, jamais me arrepender. Tamo junto.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Pra minha mãe.
Às vezes me pego pensando em tanta coisa que já escrevi aqui, tanta coisa que já escrevi pra ti e quantas lembranças tem aqui nesse blog. Tanta coisa escrita, tantos sentimentos transcritos, quero escrever de forma diferente.
Considero errado eu dizer que você me mudou. Acho justo eu dizer que você me fez conhecer um pouco mais de mim mesmo. Tão insegura, sincera, tão dependente e independente, me fez aprender tanto, me fez crescer tanto.
Hoje eu posso dizer que sei o que tem valor de verdade pra mim. Aprendi a contar meus amigos, não contar pros meus amigos. Sei quem é quem. Hoje sei de verdade o valor que as coisas tem, não somente o preço. Hoje valorizo aquela que me deu a vida, minha mãe.
Ahh.. Minha mãe. Rainha, única. Me ensinou muito mais. Mas não sei porque, a nossa conversa não flui. Minha mãe não me entende. Eu entendo ela, pois sei que nenhuma mãe gostaria de ver um filho que prefere tatuagens e música à estudos e carreira profissional. Entendo como ela deve ficar triste por eu não ser estudioso como ela queria, por ela não me ver me dedicando ao que tem valor pra ela, por não ser o engravatado que ela sempre quis, talvez falando assim soe um pouco radical mas é uma maneira de falar. Cada vez que ela fala que não sabe onde errou na minha criação é uma pontada aqui dentro, sinto como se ela falasse que fui um erro, que não dei certo. Ela não me entende. Não entende que eu sou diferente dela, que eu tenho ideais diferentes, que penso diferente, que gosto de coisas diferentes. Não é porque sou filho dela que devo gostar do que ela gosta, que devo fazer tudo o que ela gosta. Ela me deu a vida, é verdade, mas eu tenho a minha vida. Me sinto por vezes hipócrita por fazer coisas, ou deixar de fazer simplesmente pra agradá-la. Talvez minha mãe nunca perceba o que tem valor pra mim, ou que o que tem valor pra mim não vale de nada pra ela.
Não culpo minha mãe por não me conhecer. Eu não me conheço. Por vezes me pego pensando no que idealizo. Por vezes tenho vontade de fazer uma tatuagem nova e lembro que minha mãe vai ficar desapontada. É muito ruim isso. Infelizmente ela ainda vê com um olhar preconceituoso, talvez essa não seja a palavra. Acho que ela tem a mente muito fechada ainda. Ou talvez simplesmente não goste. Mas o que me questiono é: Ela tem o direito de não gostar, assim como eu tenho o direito de gostar. É simples, não há nada complicado. Desde cedo eu vejo que ela nunca foi ligada a artes, a música, ela nunca teve uma opinião extrema sobre alguma coisa. Sempre procurou o lado certinho, mesmo quando a vida é errada. Até hoje minha mãe não aprecia uma boa música ou gosta de artes, de tatuagem, pintura, grafitti e tudo mais. Faz parte da geração dela não gostar.
Minha mãe não é esse monstro que eu descrevo. Mamãe não tem nada de monstro. É a melhor pessoa que eu conheci, é quem eu mais amo nesse mundo e por vezes nos vejo afastado simplesmente por nossas ideias não baterem. Eu entendo que ela quer sempre me proteger, mas ela tem que entender que eu não posso viver pra sempre nos moldes que ela quer.
Talvez a culpa de tudo seja minha e eu prefiro que seja, prefiro assumir o fardo do que deixar minha mãe arrependida por não ter me criado bem. A criação que eu tive foi a melhor do mundo e é essa mesma criação é a que me permite escrever isso tudo hoje. Talvez a culpa realmente seja minha. De nunca ter falado realmente o que penso mais cedo, de nunca ter dado opinião mais dura. Mas é minha proteção. Prefiro evitar uma discussão. Me protejo no silêncio, talvez tenha medo do julgamento, ou talvez tenha medo de minha mãe morrer de arrependimento quando descobrir o que realmente sou. Ou quando eu descobrir quem eu realmente sou.
Se você tiver acesso a esse blog, mãe, saiba que eu te amo mais que tudo e que você é o bem mais precioso que eu tenho. Se eu fosse o filho que a senhora sonhou, o sonho dele seria ser como eu sou. Isso tudo é pra você.
"Sigo procurando quem eu sou.. sou o que quero ser, sou ser humano, permita-se ser..."
Considero errado eu dizer que você me mudou. Acho justo eu dizer que você me fez conhecer um pouco mais de mim mesmo. Tão insegura, sincera, tão dependente e independente, me fez aprender tanto, me fez crescer tanto.
Hoje eu posso dizer que sei o que tem valor de verdade pra mim. Aprendi a contar meus amigos, não contar pros meus amigos. Sei quem é quem. Hoje sei de verdade o valor que as coisas tem, não somente o preço. Hoje valorizo aquela que me deu a vida, minha mãe.
Ahh.. Minha mãe. Rainha, única. Me ensinou muito mais. Mas não sei porque, a nossa conversa não flui. Minha mãe não me entende. Eu entendo ela, pois sei que nenhuma mãe gostaria de ver um filho que prefere tatuagens e música à estudos e carreira profissional. Entendo como ela deve ficar triste por eu não ser estudioso como ela queria, por ela não me ver me dedicando ao que tem valor pra ela, por não ser o engravatado que ela sempre quis, talvez falando assim soe um pouco radical mas é uma maneira de falar. Cada vez que ela fala que não sabe onde errou na minha criação é uma pontada aqui dentro, sinto como se ela falasse que fui um erro, que não dei certo. Ela não me entende. Não entende que eu sou diferente dela, que eu tenho ideais diferentes, que penso diferente, que gosto de coisas diferentes. Não é porque sou filho dela que devo gostar do que ela gosta, que devo fazer tudo o que ela gosta. Ela me deu a vida, é verdade, mas eu tenho a minha vida. Me sinto por vezes hipócrita por fazer coisas, ou deixar de fazer simplesmente pra agradá-la. Talvez minha mãe nunca perceba o que tem valor pra mim, ou que o que tem valor pra mim não vale de nada pra ela.
Não culpo minha mãe por não me conhecer. Eu não me conheço. Por vezes me pego pensando no que idealizo. Por vezes tenho vontade de fazer uma tatuagem nova e lembro que minha mãe vai ficar desapontada. É muito ruim isso. Infelizmente ela ainda vê com um olhar preconceituoso, talvez essa não seja a palavra. Acho que ela tem a mente muito fechada ainda. Ou talvez simplesmente não goste. Mas o que me questiono é: Ela tem o direito de não gostar, assim como eu tenho o direito de gostar. É simples, não há nada complicado. Desde cedo eu vejo que ela nunca foi ligada a artes, a música, ela nunca teve uma opinião extrema sobre alguma coisa. Sempre procurou o lado certinho, mesmo quando a vida é errada. Até hoje minha mãe não aprecia uma boa música ou gosta de artes, de tatuagem, pintura, grafitti e tudo mais. Faz parte da geração dela não gostar.
Minha mãe não é esse monstro que eu descrevo. Mamãe não tem nada de monstro. É a melhor pessoa que eu conheci, é quem eu mais amo nesse mundo e por vezes nos vejo afastado simplesmente por nossas ideias não baterem. Eu entendo que ela quer sempre me proteger, mas ela tem que entender que eu não posso viver pra sempre nos moldes que ela quer.
Talvez a culpa de tudo seja minha e eu prefiro que seja, prefiro assumir o fardo do que deixar minha mãe arrependida por não ter me criado bem. A criação que eu tive foi a melhor do mundo e é essa mesma criação é a que me permite escrever isso tudo hoje. Talvez a culpa realmente seja minha. De nunca ter falado realmente o que penso mais cedo, de nunca ter dado opinião mais dura. Mas é minha proteção. Prefiro evitar uma discussão. Me protejo no silêncio, talvez tenha medo do julgamento, ou talvez tenha medo de minha mãe morrer de arrependimento quando descobrir o que realmente sou. Ou quando eu descobrir quem eu realmente sou.
Se você tiver acesso a esse blog, mãe, saiba que eu te amo mais que tudo e que você é o bem mais precioso que eu tenho. Se eu fosse o filho que a senhora sonhou, o sonho dele seria ser como eu sou. Isso tudo é pra você.
"Sigo procurando quem eu sou.. sou o que quero ser, sou ser humano, permita-se ser..."
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Lembranças.
Há um tempo atrás eu falei para uma pessoa um tanto especial que eu tinha medo do futuro. Pois bem, eu não tenho medo do futuro. Eu tenho medo das lembranças. Dela sim. Tenho medo de nunca mais te ver, tenho medo de que nem lembremos um do outro daqui a 5, 10 anos. Tenho medo de não te encontrar, de não poder estar contigo. É disso que eu tenho medo. Seria como quebrar promessas que fiz, e fiz pra mim mesmo. Por dias esse medo me derruba,e por mais que isso dependa de mim, isso não depende só de mim. Tenho medo de que a 10 anos nenhum amigo meu esteja comigo e eu seja só mais um engravatado trabalhando, com uma rotina fudida, me embebedando nos finais de semana e acontecer o que acontece toda vez que eu fico bebado sozinho. As lembranças vem. E ai eu vou lembrar de todos os momentos nossos e vou botar aquela música pra tocar, vou lembrar de como eramos criança e até de como poderiamos ter dado tão certo quanto demos. Vou lembrar da sua foto e do seu toque, e me perguntar porque que a vida é assim tão cruel a ponto de separar as pessoas por conta do tempo.
Tenho medo também de apenas sobreviver nessa hipocrisia em que vivo, em que vivemos e que viviamos, de ser só mais um e de, talvez, daqui há um tempo, deixar de ser até o que mais fui pra você, só uma lembrança. Por tempos o medo me cega e hoje escrevo para superá-lo talvez. Como supero meu ciumes, meu amor, meu tempo, minha saudade, tudo isso pra poder superar meu maior medo. As lembranças. Até as piores delas são atormentadoras, e as melhores amedrontam, apesar de serem boas. Te questionam por dentro, de um modo que só você entende e isso é pessoal de cada um.
Talvez seja só um louco, um hipócrita rebelde ou um adolescente escritor cheio de sonhos, onde o principal deles é que todas as minhas lembranças estejam comigo daqui a 10, 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80 anos, numa festa regada a bebida na praia, com todos chapados se divertindo, onde a tristeza é barrada pelo segurança e depois eu vá embora descalço e a pé, e o mais importante, de mãos dadas contigo.
Tenho medo também de apenas sobreviver nessa hipocrisia em que vivo, em que vivemos e que viviamos, de ser só mais um e de, talvez, daqui há um tempo, deixar de ser até o que mais fui pra você, só uma lembrança. Por tempos o medo me cega e hoje escrevo para superá-lo talvez. Como supero meu ciumes, meu amor, meu tempo, minha saudade, tudo isso pra poder superar meu maior medo. As lembranças. Até as piores delas são atormentadoras, e as melhores amedrontam, apesar de serem boas. Te questionam por dentro, de um modo que só você entende e isso é pessoal de cada um.
Talvez seja só um louco, um hipócrita rebelde ou um adolescente escritor cheio de sonhos, onde o principal deles é que todas as minhas lembranças estejam comigo daqui a 10, 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80 anos, numa festa regada a bebida na praia, com todos chapados se divertindo, onde a tristeza é barrada pelo segurança e depois eu vá embora descalço e a pé, e o mais importante, de mãos dadas contigo.
É assim.
Então, você aceita ela daquele jeito todo embaraçado, toda marrenta, toda sem nexo, toda inconsequente, porque teu mundo é ela, de um jeito ou de outro, é ela. Então, você vê ela todos os dias, mas, tem sempre aquela mesma sensação. “Porra, eu quero.” Depois de algum tempo, você se pergunta, será que é ela mesmo? E tu nem precisa responder, porque é. É que na verdade, você gosta do jeito irritado dela de dizer “vai embora”, você gosta dos ciúmes dela, você gosta de quando ela passa um dia sem falar contigo, só para fazer marra, você gosta quando ela sorri escondido, só pra você não perceber. Porque, ninguém, nem mesmo a tua mãe, olha pra ti como ela olha, é como se ela falasse “Eu acredito em você, não importa o que droga tu faça, eu vou estar aqui, porque quero ver até onde tu vai chegar.” E você ama ela, porque ela te faz lembrar que tu és o cara mais idiota do mundo, que tu é um tolo, que tu é um canalha, mas, você é só dela, e daí tu sente aquela sensação maluca. “Sem ela eu não sou eu.” E ela diz que ta com vontade de te ligar, e você para tudo, desliga a TV, manda teu amigo ir dormir na cozinha, do lado de fora, porque, a gente tem aquela sensação que cada momento é um só momento, e tu quer guardar tudo, tudo só pra você, é egoísta, é mesquinho, mas, é você e ela, ninguém precisa saber porque tu ta sorrindo na fila do banco, ninguém precisa te perguntar. “Ta namorando?” “Ta apaixonado?” “Ta amando?” Isso ta na cara, mas, vocês guardam, vocês escondem, vocês preservam. E depois bate aquele medo, que os dias virem lembranças, que alguém ocupe o teu lugar, que alguém faça ela sorrir por mais de 15 minutos, que alguém fique com ela por tanto tempo que ela acabe não sentindo tua falta, aí tu se esconde, é até babaquice, porque quando a gente quer estar perto, a gente vai embora. Mas, é ela. É ela quando você precisa de uma segunda chance, é ela quando você pensa em sexo, é ela quando você esta distraído, é ela quando você é reprovado na faculdade, é ela quando você fica irritado, é ela quando você sorri, é ela no teu banho, na tua sala, na tua vida.
"Mas dizer que não amo ela, seria como trair meu coração." (Trecho de "O homem da máscara de ferro.")
- Autor desconhecido.
"Mas dizer que não amo ela, seria como trair meu coração." (Trecho de "O homem da máscara de ferro.")
- Autor desconhecido.
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