Sigo procurando quem eu sou, sou o que quero ser
sou ser humano, permita-se ser..

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Lembranças.

  Há um tempo atrás eu falei para uma pessoa um tanto especial que eu tinha medo do futuro. Pois bem, eu não tenho medo do futuro. Eu tenho medo das lembranças. Dela sim. Tenho medo de nunca mais te ver, tenho medo de que nem lembremos um do outro daqui a 5, 10 anos. Tenho medo de não te encontrar, de não poder estar contigo. É disso que eu tenho medo. Seria como quebrar promessas que fiz, e fiz pra mim mesmo. Por dias esse medo me derruba,e por mais que isso dependa de mim, isso não depende só de mim. Tenho medo de que a 10 anos nenhum amigo meu esteja comigo e eu seja só mais um engravatado trabalhando, com uma rotina fudida, me embebedando nos finais de semana e acontecer o que acontece toda vez que eu fico bebado sozinho. As lembranças vem. E ai eu vou lembrar de todos os momentos nossos e vou botar aquela música pra tocar, vou lembrar de como eramos criança e até de como poderiamos ter dado tão certo quanto demos. Vou lembrar da sua foto e do seu toque, e me perguntar porque que a vida é assim tão cruel a ponto de separar as pessoas por conta do tempo.

  Tenho medo também de apenas sobreviver nessa hipocrisia em que vivo, em que vivemos e que viviamos, de ser só mais um e de, talvez, daqui há um tempo, deixar de ser até o que mais fui pra você, só uma lembrança. Por tempos o medo me cega e hoje escrevo para superá-lo talvez. Como supero meu ciumes, meu amor, meu tempo, minha saudade, tudo isso pra poder superar meu maior medo. As lembranças. Até as piores delas são atormentadoras, e as melhores amedrontam, apesar de serem boas. Te questionam por dentro, de um modo que só você entende e isso é pessoal de cada um.

  Talvez seja só um louco, um hipócrita rebelde ou um adolescente escritor cheio de sonhos, onde o principal deles é que todas as minhas lembranças estejam comigo daqui a 10, 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80 anos, numa festa regada a bebida na praia, com todos chapados se divertindo, onde a tristeza é barrada pelo segurança e depois eu vá embora descalço e a pé, e o mais importante, de mãos dadas contigo.

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