Quando era pequeno, me perguntavam: "O que quer ser quando crescer?" Eu respondia sem titubear: "Quero ser rico." De tempos pra cá, comecei a questionar qual o valor que tinha em ser rico? Qual seria o preço da felicidade, se é que tenha? Como disse Dalai Lama: "Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para ter saúde."
Longe dessa hipocrisia, é lógico que eu quero dinheiro, que não quer?! Mas será que dinheiro é realmente o motivo para se viver? O ponto de escape? O que mais vemos por ai são pessoas que trabalham o dia inteiro, chegam cansadas, estressadas, brigam com meio mundo para no final do mês ter aquele bendito dinheiro. Valeu a pena?
Passamos 35 anos de nossas vidas trabalhando todos os dias, quantas coisas poderiamos ter feito neste tempo? Quantas pessoas, descobertas, lugares, amores e desamores poderiamos nos aventurado? Quantas vidas poderiamos ter vivido?
Você não tem vários caminhos para viver. A vida é o caminho, e o final é igual e sempre o mesmo para todos, independente do que façamos. Feliz é aquele que leva a vida numa eterna brincadeira sem perder a maestria de ser responsável e cuidar de quem se gosta.
Felicidade não é o caminho. Felicidade é o estado de espirito fortalecido suficientemente para superar as adversidades da vida, para matar um leão por dia, se for preciso. É momentaneo e duradouro o suficiente para nos lembrar que sempre haverá alguém que se importe conosco, e é por esses que vale a pena viver a vida de bem com a mesma. Por isso, sempre que achar que não tem saida, que você não aguenta mais, é porque está olhando para o lugar errado. O mundo é feito por aqueles que sabem o que procurar, se gostam e se cuidam.
Viva. Talvez daqui a 35 anos vocês pensem como eu e talvez até tanham os mesmos sonhos e ideais. Estarei daqui, torcendo pela felicdade de cada um e para que, tardiamente, não descubram que certas coisas tem valor, outras, apenas preço.
"Vida louca, vida, vida breve..."
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